A Euro-Office quer reduzir dependência da Europa de Microsoft e Google — e esse não é só mais um slogan. A nova suíte de escritório open source, que chega oficialmente em 9 de junho de 2026, promete chacoalhar o mercado de produtividade e ganhar espaço em governos, empresas e universidades do bloco. A seguir, entenda por que a iniciativa vai muito além de um “fork” de código e como ela se encaixa na estratégia de soberania digital europeia.


De onde vem o desejo de independência

A Euro-Office quer reduzir dependência da Europa de Microsoft e Google porque, hoje, serviços como Microsoft Office e Google Docs concentram dados sensíveis e influenciam padrões de interoperabilidade. Esse movimento se apoia em três pilares:

Essa mudança ganha força após exemplos concretos: a França já migra milhares de estações Windows para Linux, enquanto a Alemanha oficializa ODF como formato padrão para documentos oficiais .


Do OnlyOffice ao Euro-Office: a polêmica do fork

A Euro-Office quer reduzir dependência da Europa de Microsoft e Google usando a base de código do OnlyOffice — licenciado sob AGPLv3.

O fork, contudo, gerou atrito: a equipe original acusa o novo projeto de remover logotipos e menções de atribuição exigidas pela licença, enquanto a Nextcloud afirma que tais cláusulas “ferem o direito europeu”.

O que está em jogo?

Apesar da disputa, o lançamento em junho foi confirmado, sinalizando que a coalizão prefere “lançar e iterar” a esperar consenso total.


Recursos que podem convencer usuários corporativos

A Euro-Office quer reduzir dependência da Europa de Microsoft e Google oferecendo paridade de funções essenciais — e alguns diferenciais:

Compatibilidade abrangente

Para departamentos de TI que já mantêm servidores Linux, o deploy acontece via pacotes .deb/.rpm ou contêiner Docker com suporte comercial opcional.


Peça de um quebra-cabeça maior

A Euro-Office quer reduzir dependência da Europa de Microsoft e Google mas não é solução isolada. Ela se encaixa num roteiro mais amplo:

  1. Sistemas operacionais: migrações maciças para distribuições Linux (Ex: Debian, Ubuntu-based gov builds).

  2. Nuvem soberana: data centers regulados sob leis da UE, evitando transferência para jurisdições externas.

  3. Comunicação aberta: uso do protocolo Matrix como alternativa ao Microsoft Teams e Google Meet.

  4. Formação de talentos: incentivo a universidades para contribuírem em projetos software livre e definirem roadmaps públicos.

Essa abordagem modular favorece concorrência saudável, reduz lock-in e ainda estimula startups regionais a inovar sobre a base de código-fonte aberto.


Vale acompanhar (e testar)

Sim, a Euro-Office quer reduzir dependência da Europa de Microsoft e Google e já nasce cercada de debates sobre licenças e marcas. Mas, se entregar a compatibilidade prometida, pode se tornar referência mundial em políticas públicas de TI — tal qual o LibreOffice fez no passado, porém com foco em colaboração na nuvem.

Se você gerencia TI, vale baixar o instalador de testes em 9 de junho e avaliar:

O cenário de produtividade ainda é dominado por gigantes americanos, mas o projeto mostra que soberania digital europeia não é discurso vazio é um roadmap em curso. Fique de olho, experimente e compartilhe feedback: o código é aberto justamente para isso.