O Motorola Edge 60 Neo desembarcou e a pergunta que não quer calar é: ele é só um 'mais do mesmo' ou esconde truques na manga?

Lançado no final do ano passado como uma aposta no segmento intermediário, o aparelho gerou expectativas por ser o sucessor do popular Edge 50 Neo. Analisamos de perto as novidades e o que realmente mudou para o usuário.

Design Familiar e a Tela que Promete Brilho: O Que Muda na Sua Mão?

Olha, se você colocar o Edge 60 Neo e o 50 Neo lado a lado, vai ter que fazer um jogo dos sete erros para achar as diferenças. A Motorola mandou bem na estratégia de 'time que está ganhando não se mexe' no visual, mantendo aquela traseira com textura que imita couro, super elegante e com um toque premium.

As cores, mesmo sem a parceria Pantone da geração anterior, seguem uma paleta bem parecida, o que é ótimo para quem curtiu os tons vibrantes. As laterais em plástico metalizado dão um acabamento impecável e, pasmem, aguentaram uns tombos sem reclamar, mostrando que beleza e resistência podem, sim, andar juntas.

E por falar em laterais, os botões de volume e o de ligar/desligar são bem posicionados. Ah, e o de ligar ainda te dá acesso direto ao Gemini, a inteligência artificial do Google, um atalho super útil para o dia a dia. Na parte de baixo, temos a entrada para chip, microfone, alto-falantes e a porta USB-C, tudo no lugar certo.

Agora, vamos para a tela, que é um show à parte, mas com um 'porém'. O painel pOLED de 6,4 polegadas é um espetáculo visual, com resolução Full HD+ e uma taxa de atualização de 120Hz que deixa tudo super fluido, perfeito para rolar o feed sem engasgos.

A proteção Gorilla Glass e o pico de brilho de 3000 nits prometem resistência e visibilidade. No entanto, em ambientes com sol a pino, confesso que tive que fazer umas manobras para enxergar tudo direitinho. As bordas mais grossas são um detalhe comum em intermediários, mas podem incomodar quem busca um visual mais 'infinito'.

Por Dentro do Edge 60 Neo: Hardware, Software e a Experiência Completa

Processador Mediatek Dimensity 7400 e a Magia da Moto AI: Ele Aguenta o Tranco?

Por dentro, o Motorola Edge 60 Neo vem com o processador Mediatek Dimensity 7400, acompanhado de generosos 12 GB de RAM. Para o armazenamento, a Motorola não economizou, oferecendo opções de 256 GB ou 512 GB, o que é um alívio para quem vive com a memória cheia de fotos e apps.

Ele já chega rodando Android 15 e, o melhor, com a promessa de quatro anos de atualizações. Isso é um baita diferencial, garantindo que seu aparelho fique seguro e atualizado por um bom tempo, algo que a Motorola nem sempre entregava com tanta folga. Para saber mais sobre as novidades do Android, confira nosso artigo sobre o Android 15.

No uso cotidiano, para quem vive de redes sociais, mensageiros e navegação, o aparelho tira de letra, sem estresse. A única vez que senti ele esquentar um pouquinho foi durante uma videochamada mais longa, mas nada que comprometesse a experiência.

Quando o assunto é jogo, a história muda um pouco. Se você é daqueles que curte rodar os games mais pesados com gráficos no talo, o Edge 60 Neo pode te deixar na mão. Ele dá uma engasgada, uns travamentos aqui e ali, mostrando que não é um smartphone gamer de elite.

Mas calma, dá pra se divertir! Reduzindo um pouco a qualidade gráfica, ele entrega uma experiência decente para a maioria dos títulos. É aquele esquema: não vai ser o rei da arena, mas vai te acompanhar nas suas partidas casuais.

A Motorola também caprichou nas funcionalidades de Inteligência Artificial. Além do já conhecido Gemini do Google, temos a Moto AI, que é um show à parte. Ela te ajuda a gerar imagens com diversos estilos, criar playlists personalizadas (integrado ao Amazon Music, que chique!), e o 'Anote aí' que transcreve áudios e resume notificações.

Confesso que fiquei bem impressionada com a competência dessas ferramentas. Elas se encaixam super bem no dia a dia, facilitando a vida e mostrando que a IA pode ser realmente útil, e não só um truque de marketing. Ponto positivo para a Motorola aqui! Saiba mais sobre as aplicações de Inteligência Artificial no nosso cotidiano.

Câmeras que Surpreendem (para um Intermediário): Seus Registros Vão Bombas?

Partindo para as câmeras, o conjunto do Motorola Edge 60 Neo é bem honesto para a categoria. Na frente, uma selfie de 32 MP que não faz feio, com ótimas fotos e um modo retrato que recorta super bem. Na traseira, temos uma câmera principal de 50 MP, uma wide/macro de 13 MP e uma teleobjetiva de 10 MP.

Esse trio entrega imagens de boa qualidade no dia a dia, com cores fiéis e boa resolução. Não espere fotos de capa de revista, mas para registrar os momentos e postar nas redes sociais, ele manda super bem. À noite, o recurso Night Shift dá uma força e os resultados são bem satisfatórios para um intermediário.

Os modos de câmera também são um plus. Tem o Pro para quem gosta de ajustar tudo, o Tilt Shift para aquele efeito de miniatura, o Ultra Resolution para melhorar a iluminação e o divertido Cabine de Fotos. O zoom vai até 30x, mas a real é que acima de 5x a qualidade já começa a virar 'efeito cera', então use com moderação.

E nos vídeos? Ele grava em até 4K, e o resultado é bem interessante, especialmente em ambientes com boa luz. O zoom, assim como nas fotos, é melhor ser usado até 5x para não perder a qualidade. É um bom companheiro para registrar seus momentos em movimento.

Bateria Monstro e Carregamento Turbo: Vale a Pena Investir no Edge 60 Neo?

A bateria do Motorola Edge 60 Neo é um dos pontos altos, com 5000 mAh. Isso é um salto considerável em relação aos 4310 mAh do antecessor, o Edge 50 Neo, e faz toda a diferença. No meu uso moderado, com mensageiros e redes sociais, ele aguentou um dia e meio tranquilamente.

Para quem usa mais intensamente, com jogos e câmera, a bateria segurou umas 6 horas, o que é bem decente. Mas o verdadeiro campeão aqui é o carregador de 68 W que vem na caixa. Sim, a Motorola não te deixa na mão e inclui um carregador potente! Se você busca o que há de mais moderno em tecnologia de carregamento, confira nosso artigo sobre novos carregadores.

Com ele, o aparelho vai de 0 a 100% em apenas uma hora. É a agilidade que a gente ama e que muitas marcas insistem em tirar da caixa. Ponto para a Motorola por respeitar o consumidor e entregar a experiência completa.

Então, vale a pena? Olhando isoladamente, o Edge 60 Neo é um ótimo intermediário. O dilema é que ele é uma atualização bem discreta do Motorola Edge 50 Neo, que pode ser encontrado por um preço mais camarada, roubando um pouco o brilho do irmão mais novo.

A grande sacada aqui é o tempo de atualização, que garante uma vida útil maior para o aparelho. Eu, que sou fã da linha, vejo um potencial enorme para a Motorola bater de frente com a linha A50 da Samsung, se souber caprichar nas próximas gerações com um chipset mais parrudo e mais inovações em IA e câmeras.

O preço, que encontrei entre R$2600 e R$2800 no e-commerce, ainda está um pouco salgado para o que ele oferece. Acho que seria mais interessante na faixa dos R$2200, mas com o Edge 50 Neo custando R$2400, essa redução parece difícil. Mas, quem sabe uma promoção não pinta por aí, né?

O Motorola Edge 60 Neo apresenta melhorias incrementais, mas seu posicionamento de preço o coloca em concorrência direta com seu antecessor.