Cansou de burocracia e taxas salgadas para mandar dinheiro pro exterior? Uma nova onda fintech está chegando para mudar esse jogo.

A Oxus Finance, startup com escritórios no Brasil e EUA, acaba de levantar uma rodada de US$ 2,4 milhões. O objetivo é ambicioso: usar stablecoins e inteligência artificial para otimizar as remessas internacionais, especialmente para o mercado B2B.

Descomplicando o Fluxo: A Revolução da Oxus nas Remessas B2B

Imagine você, uma empresa super conectada, precisando enviar uma grana para um fornecedor lá na China ou pagar aquele funcionário remoto que está curtindo a Europa. Qual o rolê? Geralmente, é um processo que parece ter saído de um filme dos anos 90: lento, caro, cheio de papelada e com taxas que fazem a gente questionar a sanidade. É tipo tentar usar um modem discado em plena era 5G, sabe? Uma experiência que ninguém merece.

É exatamente nesse perrengue que a Oxus Finance entra em cena, prometendo ser o “Decolar.com das stablecoins” para o mundo corporativo. Pensa comigo: quando você vai viajar, não fica pesquisando em mil sites qual a melhor passagem ou hotel? A Oxus faz algo parecido, mas com o seu dinheiro digital. Eles usam uma inteligência artificial super esperta para rastrear as melhores rotas de pagamento internacional. Isso significa que, em um único clique, a sua empresa consegue a melhor cotação, o menor “spread” (aquela diferença chata entre o preço de compra e venda da moeda) e, claro, uma agilidade que faria o Flash sentir inveja.

O foco da Oxus é total no B2B, ou seja, de empresa para empresa. E o portfólio de clientes já é bem diversificado, mostrando que a dor de cabeça com remessas é universal. Tem gente da petroquímica, do setor de telecomunicações, importadores de celulose e plástico, indústrias em geral e até outras empresas de tecnologia que usam o serviço para, por exemplo, pagar seus funcionários que estão espalhados pelo mundo. É a solução perfeita para quem precisa de eficiência e quer ver o dinheiro chegar rapidinho e sem surpresas desagradáveis.

A grande sacada é que a Oxus não está aqui para complicar, mas para simplificar. Eles se posicionam como um agregador, tipo um hub que conecta diferentes provedores de liquidez e infraestrutura. Isso inclui desde os emissores de stablecoins (que são moedas digitais com valor atrelado a ativos reais, tipo o dólar, o que as torna mais estáveis que outras criptos) até as plataformas de câmbio tradicional e os sistemas de liquidação internacional que a gente já conhece. É como ter um concierge digital que cuida de toda a logística financeira global para você, garantindo que a sua experiência seja tão fluida quanto um feed de TikTok bem curado.

Navegando nas Águas Cripto: Detalhes da Tecnologia e Regulação por Trás da Oxus

Para fazer essa mágica acontecer, a Oxus Finance não está de brincadeira. A startup, que tem apenas seis meses de vida, já conseguiu um aporte de peso: uma rodada de US$ 2,4 milhões. Quem liderou essa injeção de capital foi a Echo3 Participações, mas a lista de investidores é robusta, incluindo nomes como Underblock, Boost Research e Defiers. E para dar aquele toque de experiência, Ernani Assis, que já foi diretor de desenvolvimento de negócios da Nomad (uma gigante das contas globais), entrou como investidor anjo. É gente que entende do riscado apostando na ideia.

Com essa grana no bolso, o CEO da Oxus, Fillipe Trentin, já traçou a rota: a expansão global é a prioridade. Eles querem fincar bandeira nos mercados norte-americano, europeu e asiático. Atualmente, a empresa já tem um pé em São Paulo, no Brasil, e outro em Delaware, nos Estados Unidos, mostrando que a visão é realmente sem fronteiras.

E aqui vem um ponto crucial: a Oxus não se prende só às stablecoins. Embora elas sejam a estrela do show pela eficiência, a plataforma é um verdadeiro camaleão financeiro. Ela integra o mercado tradicional de fechamento de câmbio e vários outros provedores. O próprio Fillipe Trentin explica que até redes mais “clássicas”, como o SWIFT, estão se modernizando e buscando inspiração na agilidade das stablecoins para oferecer alternativas mais rápidas. É a prova de que o futuro das finanças é híbrido, misturando o melhor dos dois mundos.

Mas, vamos ser sinceros, falar de cripto e dinheiro digital no Brasil ainda levanta umas sobrancelhas, né? A boa notícia é que o cenário regulatório está amadurecendo, e a Oxus vê isso como um trampolim para a adoção institucional de ativos virtuais no país. Segundo Fillipe, estamos vivendo dois movimentos regulatórios importantes que prometem trazer mais clareza e previsibilidade.

Primeiro, o Banco Central está com a caneta na mão, definindo as regras do jogo para quem oferece serviços com ativos virtuais. Isso significa que as empresas do setor vão precisar se adequar, e a tendência é uma “faxina” no mercado, com players menores se unindo a empresas maiores. É a famosa consolidação, que no fim das contas, traz mais segurança para todo mundo.

Em paralelo, o Congresso Nacional está discutindo uma atualização no Marco Legal das Stablecoins. O ponto principal? Proibir a emissão daquelas moedas digitais que se baseiam apenas em algoritmos, sem um lastro físico real. O Fillipe é bem direto: ele diferencia as stablecoins “de verdade” – aquelas atreladas a ativos reais, auditadas e com lastro correspondente – das algorítmicas, que são tipo um “castelo de cartas”. Ele lembra bem do colapso do ecossistema Terra (LUNA) em 2022, um episódio que deixou muita gente de cabelo em pé e provou que a ausência de lastro direto é um risco enorme.

Para a Oxus, essa exigência não é um freio, mas sim um turbo para o ecossistema. Para que os grandes players institucionais entrem de cabeça nesse universo, é fundamental ter regras claras e a certeza de que o sistema não vai desmoronar do dia para a noite. O Congresso, na visão da empresa, está pavimentando “avenidas seguras” para que esses “veículos pesados” possam transitar sem medo.

E sabe o que é legal? A demanda pelos serviços da Oxus está crescendo junto com essa evolução regulatória. Quanto mais clareza sobre o que é o quê, mais as grandes instituições se sentem seguras para explorar o mundo das finanças digitais. A Oxus, inclusive, se vê com um papel educativo nesse processo, ajudando a desmistificar as diferenças entre os tipos de ativos. Para reforçar essa missão, a empresa planeja lançar um manifesto em defesa da digitalização das finanças no Brasil e criar um hub educacional focado no mercado corporativo e institucional. É a Oxus não só fazendo a ponte, mas também ensinando o caminho.

A proposta de atualização do Marco Legal das Stablecoins segue para análise das comissões do Congresso Nacional antes de ir ao Senado Federal.