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title: "ARQ: Acelerando no Brasil com Contas Globais de Alta Performance"
author: "Kauan Caires"
published: 2026-03-13T00:38:45.247+00:00
updated: 2026-07-09T04:15:16.719342+00:00
section: "Mercado Tech & Big Tech"
canonical: https://bitflowtech.com.br/artigo/arq-acelerando-no-brasil-com-contas-globais-de-alta-performance-mmmqmy9t
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# ARQ: Acelerando no Brasil com Contas Globais de Alta Performance

> Esqueça os mimos de aeroporto. A ARQ, ex-DolarApp, acaba de turbinar seu caixa com US$ 70 milhões e tem um alvo claro: o bolso do brasileiro de alta renda.

**Autor:** Kauan Caires  
**Publicado:** 2026-03-13  
**Seção:** Mercado Tech & Big Tech  
**Original:** https://bitflowtech.com.br/artigo/arq-acelerando-no-brasil-com-contas-globais-de-alta-performance-mmmqmy9t

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**Esqueça os mimos de aeroporto. A ARQ, ex-DolarApp, acaba de turbinar seu caixa com US$ 70 milhões e tem um alvo claro: o bolso do brasileiro de alta renda.**

Em um mercado global de contas digitais cada vez mais concorrido, a fintech ARQ, agora com o apoio de gigantes como Sequoia e Founders Fund, aposta em uma proposta de valor focada na eficiência e no custo-benefício para conquistar o dia a dia de seus clientes no Brasil.

## Desvendando o Custo-Benefício: Menos Bling, Mais Lucro no Seu Bolso

Enquanto a concorrência se esbalda em lounges de aeroporto e programas de milhagem que, no fim das contas, são apenas um custo embutido e um chamariz para desviar a atenção do que realmente importa, a ARQ está jogando a real: o que importa é a performance do seu dinheiro. Leonardo Bernini, diretor-geral da ARQ no Brasil, foi cirúrgico ao afirmar que “benefícios são serviços acessórios”. E ele está coberto de razão. Ninguém quer pagar mais caro por uma conta global só para ter acesso a uma sala VIP que usa uma vez por ano, quando o foco deveria ser a otimização do capital e a fluidez das transações.

A proposta da ARQ é clara como um benchmark de FPS em um game de última geração: otimização de custos e rendimento máximo. Eles prometem taxas de conversão de moeda até **10 vezes abaixo do mercado**. Pense nisso como um motor mais eficiente, que gasta menos combustível para entregar a mesma potência, ou como um processador que atinge clocks mais altos com menor consumo de energia. Para quem movimenta volumes significativos, seja para investimentos, remessas familiares ou despesas internacionais, essa diferença não é troco de bala; é um ganho substancial que fica no seu capital, e não na margem do banco ou na burocracia das casas de câmbio. É um impacto direto na sua linha de fundo. Para entender o cenário de investimentos, você pode conferir nosso artigo sobre [startups e investimento bilionário](/artigo/startup-brasileira-recebe-investimento-bilionario) como uma referência no setor.

No quesito investimentos, a ARQ não brinca em serviço. Oferecer **taxa zero e sem corretagem** para aplicações em ações e ETFs nos Estados Unidos é como ter uma pista de alta velocidade sem pedágio, liberada para você acelerar seus ganhos. Para o cliente de alta renda, que busca diversificação, acesso a mercados globais e a capacidade de montar um portfólio robusto sem a sangria das taxas de corretagem, isso é um diferencial brutal. E para os clientes do cartão Prestige, ainda tem a cereja do bolo: remuneração de **120% do CDI** no saldo em reais. Isso não é só guardar dinheiro; é fazer o dinheiro trabalhar ativamente enquanto espera a próxima conversão ou a próxima oportunidade de investimento. É uma gestão inteligente do fluxo de caixa, algo que todo entusiasta de finanças aprecia. Uma análise das eficiências das fintechs pode esclarecer como isso está mudando o jogo no mercado.

O cartão de crédito internacional Prestige, metalizado e com limite de até US$ 50 mil, não é apenas um pedaço de metal bonito na carteira para impressionar. Ele é a ferramenta para transações globais sem fricção, projetado para a vida de quem tem finanças além das fronteiras. Por ser emitido no exterior, ele já chega com a vantagem de ser **isento de IOF** nas compras internacionais, um alívio direto no custo final de qualquer transação. Na prática, o processo é fluido e intuitivo: você abre sua conta em reais, integra com o Pix para depósitos rápidos, e dentro do app, converte seu saldo para dólar ou euro digital com a taxa mais competitiva do mercado. Se receber pagamentos em dólar, pode usar o cartão para pagar em reais sem nenhuma conversão adicional, eliminando mais uma camada de custo e complexidade. É a flexibilidade e a eficiência que o usuário de finanças globais realmente precisa, sem os gargalos burocráticos e as taxas escondidas que estamos acostumados a ver em instituições financeiras mais tradicionais.

## O Silício por Trás da Eficiência: Stablecoins como Infraestrutura, Não Hype

Agora, vamos ao que realmente interessa para quem gosta de fuçar a ficha técnica e entender o motor que faz essa máquina rodar com tamanha eficiência e baixo custo. A ARQ não está vendendo stablecoins como um produto de investimento ou uma aposta no futuro das criptos para o usuário final. Eles estão usando essa tecnologia como **infraestrutura bancária de baixo nível**, um verdadeiro backbone digital. É uma decisão puramente pragmática e focada em performance, em vez de seguir modismos ou tendências de mercado sem fundamento técnico.

Leonardo Bernini foi direto ao ponto, como um engenheiro que explica o funcionamento de um chip: “Construímos a infraestrutura bancária em cima de stablecoins por questão de eficiência operacional. As transações são imediatas e revertemos o ganho para os consumidores.” Isso significa que, ao invés de depender de sistemas legados e interbancários como SWIFT ou ACH, que introduzem latência, intermediários e custos em cada etapa da transação internacional, a ARQ utiliza a agilidade e o baixo custo das stablecoins para processar tudo em tempo real. Pense nisso como trocar um motor a combustão por um elétrico de alta performance: menos peças móveis, menos atrito, mais torque instantâneo e, crucialmente, menos gargalos. O resultado? Transações que chegam ao destino quase que instantaneamente, sem as demoras e as taxas que corroem o valor do seu dinheiro em bancos tradicionais, que muitas vezes operam com infraestruturas que datam de décadas.

E a visão é clara, desprovida de qualquer apego ideológico: “Nesse momento, a infra mais eficiente é essa. Se amanhã mudar, mudamos.” Essa é a mentalidade de um engenheiro, não de um marketeiro ou de um evangelista de blockchain. Não há apego à tecnologia pela tecnologia, apenas à sua capacidade de entregar o melhor resultado para o usuário final. É a busca incessante pela eliminação de gargalos e pela otimização contínua, uma filosofia que ressoa com qualquer um que já montou um PC e buscou o melhor custo-benefício em cada componente.

A mudança de nome de DolarApp para ARQ não foi apenas um capricho de marketing; foi uma evolução estratégica necessária. O nome anterior, como o próprio executivo explicou, tornou-se “limitador”, sugerindo uma exclusividade ao dólar que não condizia mais com a expansão da empresa. A ARQ já havia expandido para o euro e tinha a ambição clara de ser uma solução para o dia a dia, não apenas para quem viaja ou faz remessas pontuais. É um reposicionamento para um ecossistema financeiro global mais abrangente, capaz de atender às múltiplas necessidades de um cliente com vida financeira internacional.

Com uma base de **2 milhões de usuários globais** e um volume anualizado de transações que já bate a casa dos **US$ 10 bilhões**, a ARQ não é um player pequeno no cenário global de fintechs. Mas é no Brasil que a aposta é mais pesada e estratégica. A empresa chegou por aqui no início de 2025 e acelerou forte no segundo semestre, mas considera este momento, pós-rodada e rebranding, como sua entrada oficial e agressiva no mercado. A meta é ambiciosa e demonstra a confiança no potencial do nosso mercado: o Brasil deve representar ao menos **50% da operação global** em termos de base de usuários, faturamento e volume transacionado em um futuro próximo. Isso não é apenas um número; é uma declaração de intenções e um plano de ataque bem definido.

E o contexto do mercado brasileiro corrobora essa aposta com dados concretos. Dados da Receita Federal revelam que o número de brasileiros declarando ativos no exterior mais que triplicou entre 2018 e 2023, saltando de 263,5 mil para 861,1 mil declarações. Em 2025, o país registrou o segundo maior saldo negativo de saída de dólares da história, com US$ 33,3 bilhões. Há uma demanda reprimida e crescente por soluções financeiras globais eficientes para a alta renda, um nicho que, segundo Bernini, foi negligenciado enquanto o mercado focava em soluções mais básicas para a classe média e média baixa. A ARQ está entrando para preencher essa lacuna com uma proposta de valor robusta.

O desafio agora, como admitido pela própria ARQ, não é de produto – que eles consideram robusto e bem-acabado, como um hardware de ponta –, mas de *awareness*, de visibilidade. “A gente tem uma filosofia muito forte de produto, mas isso acaba gerando um problema de awareness. Acreditamos que o produto fala por si mesmo e acabamos deixando a divulgação um pouco de lado”, disse Bernini. Parte dos US$ 70 milhões captados será direcionada para resolver esse “gargalo de comunicação”, garantindo que mais usuários de alta renda descubram essa ferramenta de otimização financeira e entendam o valor real por trás da tecnologia. E para executar esse plano de expansão e penetração de mercado, a empresa conta com um time enxuto e altamente eficiente de 100 funcionários, distribuídos estrategicamente em hubs globais como Nova York, Buenos Aires, São Paulo, Cidade do México, Bogotá, Cracóvia e Londres, o que demonstra uma estrutura ágil e focada em resultados, sem a burocracia de grandes corporações.

A ARQ busca solidificar sua posição como a principal plataforma financeira para o segmento de alta renda no Brasil.

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